quarta-feira, 4 de novembro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
VERSO E REVERSO
Havia tanta coisa no passado
Que de repente surgia.
Havia tanta coisa do lado
Que ninguém percebia.
Isso era a vida!
Nada de tão complicado
E também,
Nada explicado, talvez nem precisaria.
Não há comparação com nada
Do que eu tenha visto,
Nem por imaginação,
Mas eu estava sentindo.
Sem definição o achado.
Isso era vida!
Havia sim, tanta coisa no passado
Que absorvia
E também havia outras coisas do lado
Que eu admitia.
Então, tudo isso era a vida!
E eu delirava entre a paz e me afligia,
Porque a resposta não vinha.
Era mágico este estado!
Eu me achava e perdia.
E tinha pessoas e fatos do lado,
Tantas, que eu não imaginaria.
E tudo era o momento passando...
Entre o verso e o reverso
Eu me reconstituía
E renovava meu achado.
É isso que me faz viva!
sábado, 17 de outubro de 2009
ALGUMA VERDADE
Texto: Luisa Galvão
A verdade do sentimento,
Definida pela ação,
Movimento e clareza,
É a que se põe à mesa.
Pratos limpos, e não esperteza!
Dolorido enquanto preso
Ao risco da paixão.
Esclarecido e admitido,
Enquanto assumido pelo amor e compreensão.
A verdade do sentimento,
Definida pela ação,
Movimento e clareza,
É a que se põe à mesa.
Pratos limpos, e não esperteza!
Dolorido enquanto preso
Ao risco da paixão.
Esclarecido e admitido,
Enquanto assumido pelo amor e compreensão.
OUTRAS VERDADES
Texto e foto:: Luisa Galvão
É preciso correr o risco de estar só,
para encontrar a si mesmo.
Não só pelo desespero momentâneo,
mas pelo prazer de saber o que é verdadeiro.
O sossego de um corpo na cama,
aquecendo nosso pesadelo,
não é o que nos prende a nós mesmos.
O exato momento do encontro,
o prazer de se dar o direito,
a certeza de primeiro dar-se a si mesmo
para depois ter o que dar ao parceiro.
Essa busca...
O que nos era antes distante e incerto...
Não existe nada tão perdido,
que ninguém possa achar.
É preciso correr o risco de estar só,
para encontrar a si mesmo.
Não só pelo desespero momentâneo,
mas pelo prazer de saber o que é verdadeiro.
O sossego de um corpo na cama,
aquecendo nosso pesadelo,
não é o que nos prende a nós mesmos.
O exato momento do encontro,
o prazer de se dar o direito,
a certeza de primeiro dar-se a si mesmo
para depois ter o que dar ao parceiro.
Essa busca...
O que nos era antes distante e incerto...
Não existe nada tão perdido,
que ninguém possa achar.
FRAGMENTOS
Texto e foto: Luisa Galvão
Ver o dia passando as horas,
As horas indo pelo dia a fora
E a distância...
O tempo esbanjando espaço
E eu só.
Um corpo ao acaso,
Oscilando dentro de um frasco,
Quebrável, inconstante...
Corações!
Coincidentes emoções!
Ver o sentimento indo
Sem tempo, porque passam as horas...
O tempo d´agora se foi.
O resto me ignora.
Ver o dia passando as horas,
As horas indo pelo dia a fora
E a distância...
O tempo esbanjando espaço
E eu só.
Um corpo ao acaso,
Oscilando dentro de um frasco,
Quebrável, inconstante...
Corações!
Coincidentes emoções!
Ver o sentimento indo
Sem tempo, porque passam as horas...
O tempo d´agora se foi.
O resto me ignora.
IMPRESSÕES
Não tenho nada, além de mim.
E é bom que seja assim,
liberdade livre de sentimentos frios.
Às vezes é triste ser feliz.
Mas essa sensação dura pouco e,
Assim é um alívio pensar
Na sensibilidade que aflora e devora o tempo,
Enchendo a gente por dentro
De coisa sadia e forte,
Que se esvai e é como alimento.
Emoções, saudades e verbos.
Coisas de tamanhos diversos.
QUISERA EU
Texto e foto: Luisa Galvão
Quisera eu, que tu me tivesses compreendido!
Não entendo como ages por instinto,
Uma vez que o que sentimos é tão de espírito.
E por mais que me fosse possível
Fazer-me tua amiga, mais te era inadmissível
Aceitar-me somente como isso.
Quisera eu, contar contigo!
Mas todos os meu poros respiravam um ar limpo,
E tu os entupiras com sorrisos cínicos,
Tentando fazer-me a ti submissa.
Que poderia eu fazer contigo?
Quisera eu, livrar-te de conflitos!
Mas tu, teu orgulho inacessível...
Entornartes toda sorte em fracos ninhos,
Demonstrastes o teu amor em maus carinhos,
E jogastes fora o que de lindo
Aprendestes com os livros.
Quisera eu, abafar meu grito!
Mas meu instinto de, vitoriosamente,
conceder-me instantes para glorificar aos céus
foi tão forte que eu expulsara os véus,
e abrira meu peito livremente!
Em saber que minha mente sã
equilibrara o meu destino.
E somente tu,
Que desprezaras o teu maldito ser, caíras em contradição com teu saber,
descobriras teu mundo em labirinto,
e agora, tenho comigo todo o prazer.
Tu fortificaras meu ser.
Quisera eu, agradecer-te por tudo isso!
Quisera eu, que tu me tivesses compreendido!
Não entendo como ages por instinto,
Uma vez que o que sentimos é tão de espírito.
E por mais que me fosse possível
Fazer-me tua amiga, mais te era inadmissível
Aceitar-me somente como isso.
Quisera eu, contar contigo!
Mas todos os meu poros respiravam um ar limpo,
E tu os entupiras com sorrisos cínicos,
Tentando fazer-me a ti submissa.
Que poderia eu fazer contigo?
Quisera eu, livrar-te de conflitos!
Mas tu, teu orgulho inacessível...
Entornartes toda sorte em fracos ninhos,
Demonstrastes o teu amor em maus carinhos,
E jogastes fora o que de lindo
Aprendestes com os livros.
Quisera eu, abafar meu grito!
Mas meu instinto de, vitoriosamente,
conceder-me instantes para glorificar aos céus
foi tão forte que eu expulsara os véus,
e abrira meu peito livremente!
Em saber que minha mente sã
equilibrara o meu destino.
E somente tu,
Que desprezaras o teu maldito ser, caíras em contradição com teu saber,
descobriras teu mundo em labirinto,
e agora, tenho comigo todo o prazer.
Tu fortificaras meu ser.
Quisera eu, agradecer-te por tudo isso!
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